quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Hoje estou emotiva!

Hoje estou meio emotiva. Ok, mas quando não?
Hoje estou meio emotiva, afinal, último dia de aula do quinto ano. Logo menos sou médica!
Como estou emotiva e hoje foi o último dia do quinto ano gostaria de agradecer por tudo que aconteceu até aqui, principalmente em 2015.
Conquistei algumas coisas com o meu esforço e conhecimento, ainda que este esteja apenas em formação. Aprendi muito, talvez mais até do que nos primeiros quatro anos juntos!
Não gostava de G.O., rodei em dois hospitais maravilhosos, com pessoas mais maravilhosas ainda! Vi que disciplina não faz mal, muito pelo contrário, que um serviço público pode ser organizado e funcionar, ainda que alguma precariedade. Aprendi a gostar de G.O., ainda que essa não seja a especialidade  que escolhi para a vida.
Na pediatria aprendi a não ter preconceitos, que crianças não são apenas choro e catarro. Que podem ser tão complexas e mentalmente bagunçadas como os adultos, mas que são crianças, e que entre muitas carências talvez a que mais grite seja a de cuidado. Vi recém nascido com microcefalia, antes mesmo dessa epidemia, fiz teste do olhinho, vi um neonato prematuro nascer em asfixia, morrer e voltar, ser intubado, ir para o cti e ser um verdadeiro vencedor em tão pouco tempo de vida.
Na cirurgia (<3 a.="" a="" antes="" apendicites="" auxiliei="" baleado="" cirurgi="" cirurgia="" conhecidos="" de="" desgaste="" deu.="" duvidei="" e="" em="" entrei="" era="" es="" especialidade...="" essa="" eu="" femoral="" foi="" fugir="" h="" igual="" in="" isso="" j="" mas="" me="" meras="" muitas="" n="" nbsp="" nenhuma="" o="" os="" outra.="" p="" partir="" passarem="" pena="" presenciei="" que="" queria.="" realmente="" reanimado="" residente="" rnias="" se="" senti="" ser="" tentei="" todo="" um="" valeriam="" vezes="" vi="" via="">Enfim, todos os rodízios foram especiais. Aprendi demais. Vivi inúmeras experiências que de fato serão indeléveis. Porém, o rodízio que mais me surpreendeu foi o de clínica médica. Quem diria, não?
Participar da evolução, ver o dia a dia do seu paciente e seus familiares, apoiar quando preciso. Apoiar sempre, aliás.
Nesse último rodízio tive o prazer de conhecer M.S.S., 85 anos, com um CA de pulmão já metastático, e com proposta terapêutica apenas de paliação. Passei algumas semanas com essa paciente. Conheci suas filhas. Fiz o que esteve ao meu alcance quanto aluna... Hoje, achei que a veria partir. Em meio as lágrimas dos familiares e à súplica da paciente pela morte só pude fazer uma única coisa: estender minha mão e consolar. Não me senti frustrada ou derrotada pela doença da paciente, pelo contrário, eu que sou tão emotiva estava ali ajudando da maneira que me cabia sem derramar uma única lágrima. Meu coração esteve leve.
Como disse, hoje foi o último dia. Muito provavelmente não saberei os detalhes do desfecho dessa história, mas com toda a certeza será mais uma paciente que terá meu eterno carinho e gratidão (essa pelo tanto que aprendi com ela!). Mas, não só ela. Tudo nesse ano tão lindo o terá! Que mais anos sejam como 2015.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A arte do desapego

Quando escuta a palavra "desapego" o que vem na sua mente?
O famoso jargão "pegar sem se apegar"? O ato de fazer o que você quer sem dar a mínima para o que os outros pensam? Ou, ainda, achar que na vida nunca é preciso ter compromisso com nada ou ninguém?
O real sentido de desapegar é simplesmente deixar as coisas fluírem, sem cobranças ou exigências. Cada situação tem um caminho a seguir e nós, quanto donos de nossas vidas, temos o direito de tentarmos guiar esse caminho para que consigamos frutos da tal situação. Por mais que desejemos muito não cabe a nós, ainda mais quando a questão não é apenas sobre nós mesmos e inclui outras pessoas, mudarmos o caminho das coisas. Afinal, são tantos fatores que influenciam no resultado.
Fluir, aceitar, esquecer os medos, acreditar que o que tiver de vigorar vai vigorar, o que tiver de se calar, calará. É acreditar que o universo tem algo especial, que quando aparecer não caberá a ninguém criar amarras, as coisas simplesmente acontecerão.
Então, desapegar... Que coisa difícil, hein? Vamos tentando, um dia a gente evolui e aprende.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Eu, tu, ele, nós, quem?



    Num mundo onde o "eu" toma conta de nós. Onde fazemos questão de esquecer das causas dos outros, porque as nossas são muito mais importantes e urgentes. Onde os governantes, que deveriam lutar e representar o seu povo, só sabem roubar, desviar verbas e mentir. Onde a irmandade, o amor ao próximo e até mesmo o respeito são quase extintos. É nesse mundo que vivemos, acomodados, esperando o tempo passar e nos preocupando com o nosso próprio bem e, quem sabe, de mais alguns que nos cercam. 

    É preciso ter fé de que um dia as coisas mudarão. De que crianças não mais morrerão de fome. De que a violência não será mais uma causa de morte tão significativa. De que o amor vai prevalecer e tudo acabará às mil maravilhas. Utópico, né? Pois é. 

    Essa perfeição toda realmente é utópica demais, não acredito que um dia ocorra. Afinal, vivemos num mundo de humanos, e nós, quanto humanos erramos. É natural. Nossa essência. Então um mundo perfeito, de fato, seria muitíssimo difícil de se alcançar. Mas, e se pensarmos num mundo onde a injustiça fosse menos frequente? Num mundo em que a desigualdade fosse entre quem muito tem e quem pouco tem ao invés de quem muito tem e quem NADA tem? 



    Não penso num mundo inteiro socialista, onde só hajam pessoas em condições igualitárias. Mas almejo, sim, um mundo onde os menos abastados tenham condições de viver dignamente. Acho que achei o x da questão... Pelo menos o meu x da questão. Entre muitas coisas, está faltando dignidade! 


    No fundo, o que precisamos é uma mudança individual de cada ser que habita esse planeta tão doido chamado de Terra. Por isso não faço ideia de quais mudanças seriam, de quem tem que mudar mais, e nem nada disso. O que tenho certeza é que eu quero mudar. Não quero achar que os meus problemas sejam mais importantes que os dos outros, ou que por pensar assim sou mais sensível que os outros. Espero que a minha mudança seja minha para com as pessoas. Se os outros em geral não notarem, não importa. Nem toda mudança precisa ser vista, né?





domingo, 16 de setembro de 2012

E quando o amor acaba?

Tenho já meus vinte anos e até hoje não sei responder muitas coisas sobre amar. Acredito que nem quando estiver beirando os meus oitenta eu saiba de tudo de alguma coisa, ainda mais de tudo de amor. 

Já fazem algumas semanas que alguma coisa me incomodava e me fazia pensar em como tudo muda de uma hora para outra, seja para o bem ou não. Essa vulnerabilidade das coisas que nos cercam na vida sempre me atormentaram demais! Assim como a própria vida que ora está entre nós e ora resolve, por infelicidade do destino, nos deixar, o amor parece ser para mim. Um dia você acorda e não tem ninguém que te faça ser, e eis que surge esse alguém que faltava e, que por algum motivo que talvez nunca saibamos ao certo qual, te faz amar, sonhar, esperar e todos os outros verbos que caibam nesse sentimento imenso.

Acontece que mesmo sendo maravilhoso, até as melhores coisas dessa vida uma hora chegam, ou podem chegar, ao fim. Por algum motivo hoje resolvi entrar no facebook de uma amiga minha, e lá ela comentava de um filme: Valentine Blue (ou o título brasileiro "namorados para sempre"). Eu, como louca que sou, no final de semana antes da minha semana de provas da faculdade resolvi perder duas horas do meu dia precioso de estudo e assistir ao filme (aliás, agora mais do que duas horas, já que resolvi postar aqui). 

De início achei que não fosse gostar muito do filme, não li a sinopse e pelo título achei que fosse ser mais um romancezinho água com açúcar. Mas eu errei completamente! O filme simplesmente retratou de maneira magnífica, e bastante fidedigna, o que acontece a cada dia com muitos casais por ai: quando o amor esgota! Não só por traição, por deslealdade, e nem outros fatos atribuíveis a falta de caráter. E sim, pelas pequenas coisas do dia a dia que são feitas ou faladas sem pensar, que machucam aos poucos, desgastam, até um ponto que a lesão já se instalou de maneira crônica, e dificilmente o casal conseguirá reverter o quadro.   

Não sei se foi porque eu passei uma semana inteira pensando "e se acabar?" ou se simplesmente o filme é bom mesmo, só sei que a história me tocou, e se eu tivesse que retirar do filme alguma lição acho que seria para não olharmos só para nós mesmos, a pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado é importante também! Acho que devemos prestar atenção nas coisas que não estão certas para tentarmos consertar o mais rápido possível, afinal, assim como eu, acredito que ninguém queira nenhum tipo de cronicidade atrapalhando os relacionamentos. 

Não quero que acabe por acabar, quero gostar sem ter medo da outra parte não estar gostando junto... Acredito que se cada um fizer a sua parte de um mal não sofreremos, e se for pra sofrer de alguma coisa que seja de amor!  



Um trechinho do filme, e clicando aqui o filme completo! 

domingo, 28 de novembro de 2010

E aí tudo muda

É impressionante como certas pessoas exercem sobre a gente algum tipo de mágica, persuasão, sei la o que é... Sabe?
Tudo está na maior normalidade, então ela aparece, mexe com tudo e pronto... quando você vê já estão naquele velho lenga lenga de sempre! E o pior é que as coisas não mudam, nunca!
Ai você se pergunta "se nada muda, por que o título da postagem é ' e aí tudo muda'?". Boa questão! Tudo muda porque os seus pensamentos, os seus atos, tudo no geral, sai da normalidade e passa a ser como antigamente...
O pior é que o sentimento é bom, os dias são bons, tudo parece mil vezes melhor... Mas, sempre tem um porém, né?



Who Knew - Pink

You took my hand, You showed me how
You promised me you'd be around,
Uh huh...That's right
I took your words and I believed
In everything, You said to me,
Yeah huh...That's right

If someone said three years from now, You'd be long gone
I'd stand up and punch them out, Cause they're all wrong
I know better, Cause you said forever
And ever, Who knew

Remember when we were such fools
And so convinced and just too cool,
Oh no...No no
I wish I could touch you again
I wish I could still call you friend
I'd give anything

When someone said count your blessings now, 'fore they're long gone
I guess I just didn't know how, I was all wrong
They knew better, Still you said forever
And ever, Who knew

Yeah yeah

I'll keep you locked in my head
Until we meet again,
Until we...
Until we meet again
And I won't forget you my friend
What happened?

If someone said three years from now, You'd be long gone
I'd stand up and punch them out, Cause they're all wrong and

That last kiss, I'll cherish, Until we meet again
And time makes, It harder, I wish I could remember
But I keep, Your memory, You visit me in my sleep

My darling, Who knew
My darling, My darling
Who knew, My darling
I miss you, My darling
Who knew, Who knew

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sabe o vazio?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Alguma vez na vida você ja achou que fosse o fim? Já teve receio de continuar, de acabar se machucando mais ou de ver que nada do que você sempre achou ser certo realmente era?
Alguma vez você já pensou duas, três, cinquenta vezes antes de fazer alguma coisa?
Alguma vez ao menos você ja sentiu tanto aperto no coração, que por algum segundo pensou que fosse sufocar?

Provavelmente sim, afinal quem nunca passou por algum momento de medo, estresse, desespero? quem nunca amou e odiou? quem nunca acreditou em algum amigo, que na verdade não estava nem perto de ser um? Quem nunca errou? todos somos humanos, se nada disso lhe atingiu até hoje não sei se sinto pena ou não.

Ter esses sentimentos presentes nos faz amadurecer, nos faz crescer... e principalmente, nos faz perceber pelo que, por quem, e quando temos que nos importar. Descobrimos o que é certo, o que é errado e também o que é errado, mas que em algumas situações pode ser o certo.

Todos os tropeços que tomamos serve pra nos deixar fortes... me diz, quem não quer ser forte?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lembra da história da princesa? então, recebi notícias dela.

"Olá, caros leitores,

aqui quem vos fala é a princesinha, que já não é apenas uma princesinha.
já completei a maioridade e agora estou a esperar o meu casamento com um principe de um reino próximo ao meu. O objetivo do casamento e juntar e acumular terras... mas, eu me pergunto: onde está o amor?

Não sei agora, mas aqui, no meu presente, não casamos por amor. Casamos por conveniência, por interesses, por política, por nome... casamos por diversos motivos, acho que menos pelo principal! Ontem a costureira veio aqui em casa, estávamos tirando as medidas para o meu lindo vestido... conversávamos, conversávamos, e então descobri que nem eu, nem ela conheciamos algum casal que havia casado por amor.

Perguntei ao meu pai, se isso era certo e o máximo que consegui escutar de resposta foi "na vida não podemos esperar pelo certo". Foi então que pensei... esperar não podemos, mas e procurar?
Não quero passar o resto dos meus dias servindo uma pessoa que nem conheço, não quero me deitar ao lado de um homem que mal sei se combina, pensa e age como eu... não quero ser esposa de um estranho, se no fundo ainda há chances da pessoa certa ser encontrada!
Comentei isso com meu pai, ele achou um absurdo. Comentei isso com a minha mãe, ela achou muita fantasia... a pergunta que eu faço é; onde está o amor?"

e é isso... vamos torcer pra que a princesa ache a resposta da sua pergunta, porque essa eu também não sei responder.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O segredo


Quanto tempo que eu não passo aqui...

Outro dia desses estava arrumando umas coisas aqui em casa, jogando uns papéis fora e vendo o que eu precisava guardar. E achei uns quatro ou cinco textos, todos mais ou menos da mesma época (2008), quando eu vi pela primeira vez o documentário "the secret". Muitas coisas boas aconteceram, e muitos fatos tensos marcaram esse ano, completamente conturbado.
E eu percebi que em todos esses textos eu mencionava que estava feliz por algum motivo qualquer, e em algum momento eu dizia que 'the secret' era muito bom, e que a tal lei da atração realmente existia. Acho que cheguei a uma conclusão...

Quando você assiste o documentário, lê o livro ou apenas 'pensa positivo' você não está atraindo coisas positivas para você, está apenas enxergando tais coisas que sempre existiram em sua volta, mas que você nunca reparou porque estava ocupado demais, preocupado demais, cansado demais, triste demais... Entendeu?

Uma coisa não passa a ser real só porque você pensou "eu quero que isso seja real!", ela esta ali. Sempre esteve. Cabe à você olhar e perceber que aquilo é o que você quer, nada além do que você já tem e ainda não assumiu como seu.

Pode estar parecendo confuso ou sem noção. Mas não, isso faz todo sentido.
Todos os textos falavam de coisas que eu sempre tive, de amigos que sempre estiveram presentes, de amores que eu sempre guardei aqui dentro, e que por algum motivo eu os fiz reais. Eu escolhi quando ter cada um dos sentimentos, por cada pessoa. Não posso colocar a culpa em uma lei boboca que diz que tudo o que você quer, você atrai.

'The secret' não esta certo por te ensinar a atrair as coisas, esta certo por te fazer acreditar que as coisas boas que aparecem para você são ótimas. E fim. No fundo, isso é genial... porque quanto mais estamos satisfeitos com nós mesmos, mais próximo alcançamos a felicidade (que eu nem me atrevo a dizer o que é) e mais próximos estamos de realmente nos conhecermos.

Acho que eu falei, falei e no fim não disse muita coisa. Mas quem se importa? Estou feliz, achando por ai muitas coisas (e pessoas) boas que me fazem muito bem. E é isso...
até qualquer dia, espero que a próxima postagem não demore muito.



sábado, 24 de abril de 2010

Desabafo de uma caloura já não tão indecisa



Há mais ou menos um ano eu estava fazendo mil testes vocacionais, lendo várias revistas e mesmo assim não tinha a menor idéia do que fazer na faculdade. Acabou que a época de fazer a grande e esperada escolha, da carreira que eu seguiria pro resto da vida (ou não), chegou muito rápido. E eu não optei por área alguma, em cada lugar coloquei uma coisa. Por obra do destino parei na área da saúde, sem nem ao certo saber se era realmente isso que eu queria.

Passada as provas de vestibular a aflição apareceu como nunca antes havia se manifestado; enquanto muitos não acreditavam em mim e na minha capacidade, EU acreditava. Queriam começas a pagar cursinho para mim, e eu relutante dizia que não precisava uma vez que eu iria sim passar no vestibular.

Janeiro passou de uma forma tão rápida, logo chegou o carnaval e assim que passou, lá estava eu me matriculando na UNIRIO, sem ainda a menor certeza se era realmente isso que eu queria.

Dia 29 de março minhas aulas começaram - aulas entre aspas, pois a única coisa que tivemos na semana foram dois dias (maravilhosos, cansativos e anormais) de puro trote! :D

Na segunda assisti a uma aula interessante, porém não ministrada de forma atrativa, e depois fomos para o IB, assistimos a primeira aula de anatomia. E essa sem dúvida me tirou muitas incertezas; a aula me emocionou, me tocou e me encantou completamente. Saindo da aula pegamos uma chuva que em poucos instantes começou a alagar o centro da cidade, chegando em casa descobri que não só o centro e sim o Rio de Janeiro inteiro. Resultado: terça e quarta sem aula.

Quinta e sexta a faculdade estava um pouco desorganizada, muitos professores não sabiam se haveria aula e assim como nós também estavam perdidos. Apesar disso tivemos todas as aulas, que mesmo tendo sido uma pequena introdução das matérias, foi o suficiente para que eu soubesse que fiz a escolha certa!


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ditadura

Outro dia desses, conheci a ditadura e os seus lados mais escuros.
Fui vitima e testemunha de pancadarias, assassinatos, torturas e humilhação. Sofri por mim e por todos os meus outros irmãos de situação, que assim como eu, estavam ali por acreditar num ideal totalmente diferente da realidade.
Acho que diferente dos outros, o sentimento que mais me dominou foi o ódio. Aliás, o que ou quem eles pensam que são para tirar a vida de outras pessoas, ou para machuca-las emocionalmente? Quem eles são eu não sei, mas infelizmente o poder é todos deles...e quem vai desobedecer? Quem?
O ódio me dominou, e quando eles perguntaram se eu iria chorar, a vontade foi de cuspir em cada um... correr, tentar fugir. Não sei, fazer qualquer coisa. Mas com certeza eu iria apanhar muito mais. Já não bastava estar num local com três bombas?
Já não bastava ter sido afogada minutos antes, só porque eu me negava a dizer qualquer informação que eu soubesse? Já não bastava ter todo aquele desgaste fisico e ainda ter que deitar num chão de areia?
Sem dúvidas, aquilo foi como estar num filme de terror. E sem dúvidas foi o mais perto que eu consegui chegar daquele desespero que foi a ditadura.

Hoje eu vim aqui só para dizer como eu estou gostando cada vez mais do teatro, e como ele esta me moldando e me fazendo amadurecer!

segunda-feira, 22 de março de 2010

??

Sabe qual é a verdade?
O que ta guardado aqui não é ódio e nem raiva,
De forma alguma, muito longe disso!
o que eu sinto é medo.

Medo de que toda aquela dor volte à tona, ou até mesmo que todo o amor
Medo de querer e não mais ter, medo de mais uma vez sofrer
Tenho medo, e espero que você entenda.

Espero não só que você entenda,
Como também não fique me cobrando ou perguntando
Por que eu fujo ou por que fico tão na defensiva

Você, mais do que eu,
sabe que esse é o jeito que eu encontro para fugir da redenção
para que as coisas não caminhem para como estavam antes.

A última coisa que eu te peço
É para que não me faça acreditar, nunca mais
Em uma história, que com quase total certeza,

nunca será real.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MENOR DE 21 ANOS PAGA MEIA!

Hoje não estou aqui para escrever histórinha engraçada e nem ao menos bonitinha.

Estou aqui para deixar claro um direito que nós, jovens, temos e que muitas vezes não cobramos, ou por vergonha ou por falta de informação. Gente, menor de 21 anos paga meia em teatros e cinemas no Rio de Janeiro, isso é lei e não favor!

Os teatros e cinemas já lucram demais, não há necessidade de pagarmos a entrada inteira. Ontem estava conversando com um amigo meu, e ele reclamava do aumento da passagem do ônibus, o assunto foi fluindo até que ele soltou a frase “vou ficar pobre pagando a entrada inteira do cinema agora!”, isso porque nos formamos ano passado e não temos mais direito à meia entrada por sermos estudantes, foi então que eu disse à ele que menores de 21 anos pagam meia entrada. Ele não acreditou, eu disse para ele pesquisar... mas como eu o conheço, acho pouquíssimo provável que ele tenha pesquisado alguma coisa.

Então, para que não duvidem de mim, ai está:

( Sugiro que essa lei seja guardada com vocês, e de preferência impressa. Vale lembrar que eu encontrei esse texto em diversos blogs e também está disponivel no site da ALERJ. )

"LEI Nº 3364, DE 07 DE JANEIRO DE 2000.

INSTITUI A MEIA-ENTRADA PARA JOVENS DE ATÉ VINTE E UM ANOS DE
IDADE EM ESTABELECIMENTOS QUE PROPORCIONAM LAZER E
ENTRETENIMENTO.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e
eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º – É assegurado o pagamento de 50% (cinqüenta por cento) do valor
efetivamente cobrado para o ingresso em casas de diversões, praças desportivas
e similares aos jovens de até 21 anos (vinte e um) anos de idade.

Art. 2º – Consideram-se casas de diversões, para efeitos desta Lei, os
estabelecimentos que realizem espetáculos musicais, artísticos, circenses,
teatrais, cinematográficos, atividades sociais, recreativas e quaisquer outros que
proporcionem lazer e entretenimento.

Parágrafo único – A meia-entrada corresponderá sempre à metade do valor do
ingresso cobrado, ainda que sobre os preços incidam descontos ou atividades
promocionais.

Art. 3º – A Prova de condição prevista no Art. 1º, para recebimento do benefício,
será feita por qualquer documento de identidade expedido pelos órgãos públicos.

Art. 4º – O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 90 (noventa)
dias.

*Art. 4º – O estabelecimento que não cumprir a presente Lei estará sujeito à pena
de multa no valor de 1000 (mil) UFIR’s.

Parágrafo único – Em caso de reincidência a multa será dobrada, e assim
sucessivamente.

* Nova redação dada pela Lei nº 3570, de 28 de maio de 2001, publicada em
31/05/2001.

Art. 5º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 07 de janeiro de 2000.
ANTHONY GAROTINHO
Governador"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vinte formas de (tentar) enriquecer:


1- Se inscreva no BBB e caso entre seja o mais idiota possivel, com certeza vão te chamar para fazer alguma coisa com o papel de idiota depois, você já vai ser craque mesmo!
2- Case com um Rico e velho, sofra um acidente de carro junto dele. Sobreviva e torça para que ele não!
3- Seja bonita, magra, alta, tenha estilo e "carão". Você vai ter sorte ae encontrar algum agenciador na padaria
4- Trabalhe para o Tesouro Nacional e desvie o que você puder
5- Trabalhe para qualquer orgão federal, no setor de finanças, desvie a grana e seja feliz!
6- Perca um dedo e vire o próximo presidente!
7- Faça turismo na faculdade, quando for guia de um gringo rico vire amante dele (não dá para enriquecer, mas subir o nivel você consegue)
8- O rock esta voltando à moda, monte uma banda
9- Vire traficante de crack
10- Ou de maconha
11- LSD?
12- Vire um mafioso, nos EUA está cheio
13- Ou quem sabe você pode ir para lá, trabalhar como manicure e depois ir para Las Vegas, talvez você tenha sorte!
14- Vire atriz ou ator da malhação, depois você vai para a novela das 7 e por fim alcança o horário nobre!
15- Faça um concurso público que te pague bem, passe e garanta uma aposentadoria gorducha
16- Jogue futebol
17- Se você tiver bundão e peitão, as mulheres frutas estão esquecidinhas aproveita e inventa alguma coisa nova!
18 - Minha criatividade esta acabando
19- Lave dinheiro do bicho, minha ex professora de geografia me ensinou uns esquemas bem legais (quem quiser dicas avisa!)
20- Ou se preferir faça que nem ela, tenha váaarios investimentos na bolsa (mas pelo que parece, esse não tem dado muito resultado, pelo menos para ela!)

o Bola

Tinha dez anos quando eu conheci o bola, como o apelido já diz ele era o Bola né? Gorducho que só ele, os anos foram passando e a adolescencia chegando. Cada vez mais o bola foi ficando horroroso: gordo, chato, complexado e com muiiitas espinhas.

Chegava a ser engraçado quando eramos jovens e iamos aos lugares strondar e pegar a meninas, nenhuma ficava com o bola. Ele só conseguia alguma coisa quando arrumava ou uma gorda que nem ele ou uma mina muito bêbada. Até que um dia o bola apareceu na rua com uma menina bonitona e disse que era a namorada dele! Naquele dia ele ficou conhecido no bairro todo, virou até mito: ninguém aceditava num cara tão estranho com uma garota tão linda que nem ela! Foi então que a menina descobriu que estavam falando que ela e o “bolinha” estavam namorando, ela achou um absurdo e desmentiu tudo... contou que eles eram só amigos e que estavam andando juntos porque o pai da menina não a deixava ir na rua sozinha. O bairro todo pentelhou e perceguiu o bola, só por causa de uma mentirinha.

Acabou que o bola se mudou!

Por esses dias eu estava no meu Yrkut, um site de relacionamentos bem legal até, quando um novo pedido de amizade apareceu no meu profile. Era um cara loiro, de aparelho, olhos azuis, forte e bronzeado. Não entendi nada, nem o nome eu estava me lembrando “da onde eu conheço esse Claudio?”. Não mandei recado, não aceitei, apenas ignorei... depois de alguns dias o tal do Claudio estava como visitante recente do meu perfil, então pensei “só pode ser perseguição! Quem é esse cara?” foi quando eu decidi ir no Yrkut dele e descobri, sabe quem era? O BOLA!

Na hora eu pensei “como esse cara ficou bonito? Não pode ser!”, mas era! Era sim, com toda a certeza era aquele cara horrivel que eu e outros garotos da rua tanto pentelhamos na adolescencia. E ele sem duvida estava mil vezes melhor do que qualquer um de nós. Aceitei ele e mandei um recado. Logo o bola estaria de volta ao nosso grupo, a diferença é que agora ele iria pegar mais mulheres do que o resto do grupo.

Não deu em outra, duas semanas depois de ter adicionado ele, saimos todos juntos como há alguns anos não faziamos. Mas ao contrário do que imaginavamos o bola não pegava ninguém. Sentamos para conversar com ele e o diagnóstico foi tomado: o Bola era uma mala! Ele não sabia conversar sobre nada, se achava sempre o centro das atenções e não fazia a minima força para ser um pouco simpático. Assim como quando eramos crianças ele permanecia chato! Foi então que eu percebi como eu tenho sorte por ser um cara legal.

Afinal, beleza não põe mesa e muito menos é sinônimo de legalidade. O bola que me desculpe, mas prefiro um amigo gordinho e legal a um forte, estilo modelete e sem neurônios!


(história inventada!)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

.

Um dia sonhei que eu era rastafari, tinha dreads, tocava uma viola, surfava, não tinha metade do meu guarda roupa e mesmo assim era muito feliz.
Foi então que pela primeira vez parei, de verdade, para refletir sobre o que é ser feliz.

Ser feliz é sorrir com os olhos, com os ouvidos e até mesmo com a boca
E quando você tenta saber o porque desse sorriso, não se lembra.
Ser feliz e querer sempre se sentir amado e amar igualmente quem esta à sua volta.
Mesmo que tudo pareça que vai dar errado, quem é feliz nem liga!
Simplesmente continua caminhando e agindo como se tudo fosse perfeito.
Ser feliz é viver sem medo, amar sem medo e não ter medo de sentir medo.
Acho ainda que ser feliz é ter amigos, ter alguém que te apoie.
Ser feliz é apenas... ser feliz e nada mais!

Entende? Não importa que seja na pele de uma rasta, de uma funkeira, ou de mim mesma... o que importa é que eu seja feliz, isso basta!





(isso tava escrito aqui já tem um tempinho... e só agora que eu vi! haha )

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ano novo, vida velha!

Entra ano, sai ano e é sempre aquela mesma história de que "ano novo, vida nova!". Na realidade a quem nós queremos enganar?
Será que não sabemos que não é o ano ter acabado que os problemas irão sumir, que eles vão ficar mais fáceis de encarar, ou até mesmo que VOCÊ vai saber agir e vai, de fato, agir diferentemente de cinco minutos atrás, no ano velho?!

Essa esperança toda não me deixa contente, e hoje cheguei a conclusão (pelo menos por enquanto) de que já sei da onde vem essa coisa que me deixa tão para baixo em todos esses meus 17 finais de ano.
Sabe o que é?
É saber que por mais que tudo conspire para que aja mudanças na vida de cada um, eu sei que não vai ser o ano virar que eu vou mudar ou amadurecer. Eu tenho consciência de que no dia 1º de janeiro eu vou ser tão eu quanto eu fui no dia 31 de dezembro, que eu vou ser capaz de fazer as mesmas besteiras de como eu fiz a um tempinho atrás...

Sei que não vou conseguir fazer a minha dieta, nem ser mais compreensiva com as pessoas ou então, me manter focada o ano todo para fazer o que quer que seja, se eu não mudar!

Eu, e não o ano ou a minha vida, apenas eu!

sábado, 24 de outubro de 2009

Sem nome, ainda!

Há muito tempo em um reino muito, muito distante havia uma princesinha que vivia a sonhar acordada.
Ela morava num castelo muito do cafona, tão cafona que a maioria dos castelos da redondeza eram melhores do que o da Vossa Alteza. Mas, mesmo sendo cafona o castelo era o seu lar e ela adorava tudo que ali existia. No castelo, além da princesa ainda tinha o resto da familia real, que por sinal aparentava ser uma das familias mais feliz do reino. Apesar de toda a diferença entre os membros da familia eles coexistiam em perfeita harmonia. Lordes, príncipes e Reis viviam e se tratavam de modo a imaginar que não havia hierarquia.
Um certo dia o Rei sumiu; haviam boatos cercando a realeza. "Atentado?", "Vingança?", "Está doente ou morreu?", entre muitos outros o comentário que estava mais presente era que o Rei tinha cansado da familia feliz (e hipócrita) e havia caido nos braços de alguma libertina. Os pudores e o respeito, no reino, agora pareciam uma doce lembrança de uma época remota. Ao invés da felicidade nos corredores do castelo o que se via era o rancor, a tristeza e a inveja que muitos sentiam das únicas pessoas felizes que residiam naquele local; a princesa e seus pais.
Pouco tempo depois a familia real parecia estar em guerra. Os membros da Alteza já não conversavam direito, não ficavam felizes com a felicidade aheia e muito menos preocupados quando ontrém aparecia a chorar. Passaram a ficar na defensiva vinte e quatro horas por dia.
Passado alguns meses a situação só piorou, até que o pai da princesa decidiu se mudar do reino, abdicou ao seu posto real, à toda a sua riqueza e também à companhia de sua mãe, irmãos e sobrinhos. Só o que lhe importava era o bem-estar de sua esposa e de sua filha. E então o príncipe, que já não era mais príncipe e sim camponês pegou um pouco de suas economias, roupas e comida e partiu com a sua familia.
Apesar de não possuírem um décimo da riqueza de antes os camponeses estavam descobrindo que o que importava era ter felicidade e amor no coração, que aos poucos tudo iria se acertar. A princesa foi matriculada num colégiozinho da região onde sua mãe arrumou um emprego para dar aula, e seu pai foi buscar algum serviço também. Logo tudo se acertou! A princesa estudava, sua mãe dava aulas e seu pai tinha aproveitado sua experiência com lutas e arrumou um emprego na Guarda Real de um reino vizinho.
O tempo foi passando e a mãe da princesa resolveu ter mais um filho. Os pais conversaram, discutiram e brigaram durante dias. Enquanto a mãe amadurecia e mudava pela familia, o pai se manteve estagnado e cada dia mais pensando apenas nele. Desse modo foi se formando uma distância entre os dois, o que fazia as opiniões não baterem mais. Mesmo assim a mãe decidiu que teria um filho, fosse para satisfazer o seu desejo ou para segurar o seu casamento.
A gravidez não foi nada fácil, foi marcada de idas e vindas, brigas e muitas lágrimas. Se passaram os nove meses e em janeiro de 1801 nasceu a pequena Victória, e a mãe estava certíssima com relação ao seu casamento. Em alguns momentos os quatro até pareciam aquela harmonioza familia de alguns anos atrás. As brigas cessaram, o pai voltou a olhar mais para a casa e a princesinha... aaah, a princesinha se derretia toda quando olhava para a sua bonequinha Victória!


(continua...)

sábado, 12 de setembro de 2009

O sistema é mau, corrompe e destrói!

Outro dia desses me senti desamparado, não sabia o que esperar nem em quem confiar... me peguei olhando para um estranho, quando dei por mim olhava no espelho!
Hoje eu sei, através do que passou, que não importa a idade e nem qualquer outra condição, pois a melhor coisa é a liberdade!

Mas o que me incomoda é pensar que as coisas poderiam ter sido diferentes...
Minha vida poderia ter sido diferente caso eu não me envolvesse com as drogas, eu poderia ser diferente se não tivesse que ficar nas ruas trabalhando desde cedo, se meus pais não fossem inconsequentes e tivessem me deixado ir embora sem ao menos ter para onde ir! Se Deus olhasse por mim, se eu olhasse por mim, se a sociedade olhasse por mim e se o governo olhasse por todos.

Eu queria ter tido um passado menos amargo, eu não queria ter sido preso e humilhado quando os policiais subiram o morro e me prenderam. Eu não queria, não queria. Mas foi o sistema que me deixou assim, meio bobo. Meio tolo. Achando que como subchefe de um morro, ou montado numa moto dessas possantes, nunca alguém iria me alcançar.
Foi ele que me fez, desde quando a rua me acolheu. Ele que me marginalizou, corrompeu e foi esse mesmo sistema, que me condenou a ficar lá naquela cadeia, naquela cela lotada com mais vários homens que são, assim como eu, inocentes - ou não.
Hoje não canso de fala como o sistema é mau, como ele corrompe e destrói a vida dos simples flagelados. Hoje eu luto por um mundo melhor, eu luto por uma sociedade justa e luto para que esse sistema seja rompido, temos que lutar!

/ não há nada ai que tenha acontecido comigo, mas senti vontade de escrever como outra pessoa. Apenas vontade de mudar um pouco o que eu tenho escrito.
Espero que tenha ficado bom, beijos e até depoois! /